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terça-feira, 21 de maio de 2013

Virada Cultural em São Paulo

Lamentavelmente, mais uma vez, percebemos que o lazer cultural gratuito ainda está longe de ser um caminho saudável para proporcionar ao povo alguns momentos de entretenimento sem necessidade de pagar por isso. Há 9 anos a Prefeitura de São Paulo promove anualmente por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a São Paulo Turismo, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Estado da Cultura e rede SESC-SP. Além desses parceiros oficiais, outras instituições juntam-se voluntariamente ao evento. Os visitantes circulam pelas ruas da cidade e assistem às apresentações como dança, música, artes cênicas, artes plásticas,  etc. Essa festa de arte é uma oportunidade de artistas e público se aproximarem mais, uma chance de maior cumplicidade entre fã e ídolo. 
   
Sabemos que Cultura está limitada a poucos pois o acesso a bons espetáculos, ingressos de teatro e cinema, os preços de livros e outras manifestações artísticas são bem caros, acima do poder aquisitivo da maioria do brasileiros. É perceptível o cuidado na organização desse megaevento com atrações para milhares de pessoas de diferentes gostos, mas, infelizmente, principalmente na madruga de sábado para domingo, o evento foi marcado por atos de violência, vandalismo, arrastões, furtos e bebedeiras. 

Desviando da Virada... paremos para pensar... Não está na hora de educar as crianças, adolescentes, jovens para considerarem que tantos infratores espalhados por aí são o resultado da gravidez precoce e irresponsável? Centenas de crianças nascendo sem as mínimas condições de um lar descente, sendo abandonadas nas ruas, convivendo desde cedo com maus tratos, drogas e péssimos exemplos, muitas vezes com pais pervertidos e/ou viciados. A consequência? Estamos vivenciando dias após dia, a imoralidade, o desregramento e a crueldade nos comportamentos dessas pessoas, que não foram criadas com afeto familiar e os cuidados necessários para se tornarem indivíduos de bem. Educação é esclarecimento!
  
Há alguns anos o sexo é abordado abertamente na televisão e nas revistas. Essa abordagem precisa chegar às escolas como uma orientação necessária! A desinformação e a fragilidade da educação sexual é gritante!  Assuntos como sexo, gravidez e drogas são restritos a projetos governamentais limitados a campanhas esporádicas direcionadas apenas à conscientização de métodos contraceptivos. O futuro do Brasil deve ser a maior preocupação do governo e da sociedade em relação aos reforços do seu alicerce na educação familiar e escolar. 

Mesmo com tantas confusões, a Virada Cultural de certa forma, deixou um resultado positivo para a cidade de São Paulo. As 900 atrações foram aproveitadas por quatro milhões de pessoas que circularam pela cidade.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

DIAS DE FÚRIA

Na verdade, comecei a escrever este texto no início de abril passado... Nem sei explicar porque parei no segundo parágrafo, talvez aquela frase “DIAS DE FÚRIA” além de me incomodar parecia ser reveladora de acontecimentos tristes e inevitáveis e ainda pior... recorrentes! Hoje, dia 09 de julho, resolvi continuar a escrever e terminar.

Quem não se lembra do filme "UM DIA DE FÚRIA", protagonizado pelo ator Michael Douglas? A história mostrava o comportamento de um homem irritado, tenso, com problemas pessoais e familiares e que não suportando ficar preso no enorme engarrafamento numa avenida de Los Angeles (EUA), abandona o carro no meio do trânsito e sai caminhando, manifestando toda a sua tensão e revolta em situações inusitadas até chegar à festa de aniversário de sua filha que não via há meses devido ao divorcio. Um personagem anônimo, aparentemente inofensivo, com problemas comuns mas que atingem proporções desmedidas quando somados a uma situação de stress num trânsito caótico...

Temos assistido a desfechos trágicos nas discussões causadas pela impaciência e intolerância diante das estressantes jornadas da casa para o trabalho e vice versa. Já percebemos de forma contundente que a tecnologia e o progresso também trazem prejuízos ambientais, financeiros e emocionais, interferindo na qualidade de vida de todos nós. Esbravejamos, reclamamos, discutimos veementemente prováveis soluções e concluímos que qualquer proposta parece ser nitidamente ineficaz e assim continuamos a nos sentir impotentes. Não nos esqueçamos que o caos também se fundamenta no comportamento das pessoas que parecem cada vez mais dispostas a se tornarem incompetentes sociais... A comunicação interpessoal envolve componentes verbais (o volume e a entonação da voz, a clareza da pronúncia) e componentes não verbais (a expressão facial, os gestos, a postura, o contato físico, a aparência pessoal). Desaprendemos a comunicação assertiva para uma convivência sadia e não devemos buscar desculpas para mergulharmos definitivamente neste descontrole coletivo.

A competência social descreve uma relação saudável e construtiva envolvendo a defesa do “eu” sem agredir a do “outro”. Esta assertividade revela uma expressão de interesses, opiniões e sentimentos, sem ansiedade excessiva, estabelecendo uma comunicação equilibrada e madura. Duas ou mais pessoas em discordância podem comunicar-se de forma assertiva desde que, mesmo mantendo a sua posição respeite os argumentos do outro.
Precisamos urgentemente mudar nosso comportamento para que os DIAS DE FÚRIA sejam apenas temas de ficção... Impossível? Para saber, necessitamos avaliar o grau em que chegou a nossa incompetência social e rever os nossos conceitos.